Eike Batista é um homem que dispensa qualquer tipo de apresentação no ramo económico. O brasileiro, recentemente, condenado a 30 anos de prisão por crime de corrupção fez-se conhecer através das suas exibições de ostentação. A prisão, diga-se em abono da verdade, é “quase” um ponto final na história do ex-bilionário de 61 anos de idade.

Batista foi considerado como um dos homens mais ricos do mundo, contudo, depois de serem conhecidas as razões que o levaram constar na lista dos mais bem-sucedidos do Brasil e do mundo será, sempre, lembrado pelas piores razões.

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No braço de ferro que mantinha nos últimos anos com a justiça brasileira, Eike foi copiosamente derrotado, tendo sido condenado por ter subornado Sérgio Cabral, antigo governador do Rio de Janeiro, com um montante de 16 milhões de libras.

A riqueza, de Eike Batista diminuiu substancialmente nos últimos anos devido ao seu envolvimento nos esquemas de corrupção. Estima-se que a fortuna do brasileiro tenha atingido cerca de 35 bilhões de dólares.

A trajetória do bilionário condenado por corrupção

Eike Batista nasceu com sangue de empreendedor e depois de ter-se formado em engenharia metalúrgica na Alemanha regressou aa sua terra natal em 1979. Neste seu retorno, Batista fundou sua própria empresa de comércio de ouro, a Autram Aurem, que em 18 meses teve lucros de seis milhões de dólares.

Aos 29 de idade, Batista foi eleito CEO da mineradora canadiana TVX Gold. Em 20 anos, ou seja, entre 1980 e 2000, conseguiu uma fortuna de 20 bilhões de dólares com a exploração de oito minas de ouro no Brasil, Canada e ChileBottom.

Na década 2000, Eike Batista concentrou-se na expansão dos seus negócios, tendo fundado várias empresas. Batista fundou a OGX, uma empresa de exploração e produção de energia , em 2007, e usou seu capital financeiro considerável para superar a concorrência – geralmente em até 100% -, de modo a obter a maior parte das concessões offshore.

Apoiado no formato das três letras, o brasileiro voltou a abrir duas empresas, uma do ramo logístico (LLX) e outra Offshore.

Para Batista 2010 é um ano que não deveria ter existido apesar de ter sido considerado pelo Bloomberg Markets Magazine com o 58º homem mais rico do mundo e o primeiro da América Latina, uma vez que foi neste ano que começaram vir ao público seus esquemas de corrupção.

Em 2010, apesar de estar debaixo de um fogo cruzado, foi distinguido pela Forbes como o oitavo na lista dos mais ricos do mundo, mas, de lá para cá, tudo mudou de água para o vinho. O brasileiro começou a ser “caçado” pela justiça e viu o grosso das suas empresas falir, perdendo quase a sua avultada fortuna

No presente ano, Eik Batista foi condenado a 30 anos de prisão por crimes de corrupção, colocando-se um “ponto final” a história dum ex-milionário exibicionista.

 

 

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