A Woodside, petrolífera australiana, um dos parceiros do consórcio dos poços do Greater Sunrise, no Mar de Timor, antecipou que a crescente procura na Ásia vai provocar um défice de gás natural liquefeito (GNL) na próxima década.

 “Um défice global de GNL vai surgir na próxima década, devido à crescente procura da Ásia, o impulso de uma crescente população mundial e mais procura por mais energia e mais limpa”, disse Meg O’Neill, directora de Operações da Woodside para depois acrescentar que “De facto, há uma corrida global para aproveitar essa mudança no mercado, com projetos de GNL recentemente aprovados ou a aguardar FID [Decisão de Investimento Financeiro (FID, na sigla em inglês)] nos EUA, Canadá, Rússia, Catar, Nigéria e Moçambique”.

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Meg O’Neill falava na Assembleia Geral da Woodside, que decorreu em Perth, na Austrália Ocidental, num longo discurso em que se referiu aos vários projectos da petrolífera, embora sem nunca se referir ao dos poços do Greater Sunrise.

Apesar de não comentar o projeto do Greater Sunrise, O’Neill referiu-se no seu discurso à questão que mais tem afetado o projeto, nomeadamente o modelo de desenvolvimento: um gasoduto para Timor-Leste ou para Darwin ou uma plataforma flutuante. Timor-Leste defende a opção de um gasoduto para o sul de Timor-Leste, solução que a Woodside nunca preferiu mas que recentemente disse poder aceitar, ainda que sem investir nesse modelo e admitindo, antes, recorrer ao gasoduto já existente para Darwin.

“Projetos que podem conter custos, trazendo novos recursos através de instalações existentes e comprovadas, terão uma vantagem inicial”, disse O’Neill, dando como exemplo outros projetos da petrolífera.

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