Lusa

Recentemente, foi tornado público que a Chevron vai adquirir a Anadarko por uma verba a rondar os 33 mil milhões de dólares e, por isso, vai assumir as operações que eram da Anadarko em muitos países e, sobretudo, em Moçambique. O presidente executivo da (também) petrolífera norte-americana, Michael Wirth, declarou que o projecto de exploração de gás natural da Anadarko em Moçambique pode ser “um bom negócio” a longo prazo

Numa entrevista concedida à CNBC Wirth disse que a “Anadarko tem um importante projecto de LNG (Gás Natural Liquefeito) em Moçambique [o qual] irá adequar-se bem ao nosso portfolio. Nós pensamos que o LNG é um bom negócio a longo prazo, de acordo com o objectivo mundial de se alcançar um mix de energia limpa, particularmente para a produção de energia elétrica”.

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A Chevron e Anadarko já chegaram ao acordo, contudo, a confirmação do negócio que fará da Chevron uma das maiores petrolíferas aguarda por aprovações. Caso o negócio seja aprovado, isto “tornará uma grande empresa numa maior ainda”, afirmou o presidente executivo da Chevron, Michael Wirth.

O acordo prevê que a Chevron pague 7 mil milhões de dólares em dinheiro e entregue 200 milhões de acções à Anadarko. De acordo com a Bloomberg, a Chevron também assumiria a dívida da Anadarko, que ultrapassa os 15 mil milhões de dólares (13 mil milhões de euros).

A aquisição, porém, só deverá estar concluída no segundo semestre deste ano porque precisa da aprovação dos acionistas da Anadarko e dos reguladores de mercado.

“Esta transação dá força ao poder da Chevron”, referiu, acrescentando que o negócio dará vantagem à Chevron nas águas profundas do Golfo do México” e “criará oportunidades em áreas que reforçam as operações da empresa”.

Refira-se a Anadarko lidera o consórcio que vai explorar gás natural na Área 1, na província de Cabo Delgado, ao largo do norte de Moçambique.

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